Pressão pela demarcação de territórios. Essa foi a principal demanda da tradicional marcha indígena . O movimento, parte da programação do Acampamento Terra Livre, saiu do Eixo Cultural Ibero-Americano, antiga Funarte, onde ocorre a reunião, e seguiu pelo Eixo Monumental até próximo ao Congresso Nacional.

Milhares de manifestantes carregavam faixas contra o Marco Temporal, a mineração, a exploração de água e a energia nos territórios. Um crânio gigante simbolizava a morte nesses locais causada por esses interesses.
O povo Pataxó, liderado pelo cacique Fred, puxou o canto para defender que o território seja demarcado. A região convive com ações violentas contra os povos tradicionais há anos por causa de terra.
“Mostramos o sul da Bahia, um dos maiores conflitos do Brasil, aonde várias lideranças indígenas estão sendo perseguidas, sendo presas politicamente para tentar adormecer as nossas lideranças para impedir que nós venhamos lutar pelo nosso direito. Porque há 526 anos, desde a invasão, que não foi descoberta, foi invasão, tiraram o nosso costume, a nossa tradição, mas não tiraram a nossa raiz. Por isso que nós estamos aqui, somos povos originários de raiz”.
César Maiurina, do povo Maiuruna, que vive no Vale do Javari, na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, pede segurança na região.



