Mesmo após a abolição legal da escravidão na maior parte do mundo, milhões de pessoas continuam submetidas a situações classificadas como trabalho forçado e escravidão moderna.
Segundo estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), cerca de 27,6 milhões de pessoas estavam submetidas ao trabalho forçado no mundo na estimativa global divulgada em 2022.
Já o Global Slavery Index 2023, elaborado pela organização Walk Free, apontou a Coreia do Norte como o país com maior prevalência estimada de escravidão moderna. Na sequência aparecem Eritreia, Mauritânia, Arábia Saudita, Turquia, Tajiquistão, Emirados Árabes Unidos, Rússia, Afeganistão e Kuwait.
O conceito de escravidão moderna não significa necessariamente que esses países mantenham a escravidão legalizada. A expressão abrange diferentes formas de exploração, incluindo trabalho forçado, servidão por dívida, tráfico de pessoas e outras situações nas quais indivíduos não conseguem deixar a condição de exploração por causa de ameaças, violência, coerção ou abuso de poder.
A situação é especialmente preocupante na Coreia do Norte. Segundo o Global Slavery Index 2023, aproximadamente 2,7 milhões de pessoas eram estimadas em condições de escravidão moderna no país.
Os números demonstram que, apesar dos avanços das legislações internacionais, o combate ao trabalho forçado e à exploração humana continua sendo um desafio mundial.
Fonte: Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Global Slavery Index 2023/Walk Free.
Redação do Cleber Vieira News


