Por Pastor Vieira
Em tempos onde a fé deveria ser refúgio, orientação e verdade, cresce de forma preocupante a presença da malandragem disfarçada de religiosidade. O que deveria ser sagrado tem sido, em muitos casos, transformado em comércio — um verdadeiro mercado da fé.
Causa indignação ver que o ensinamento bíblico de “dar de graça o que de graça recebestes” tem sido ignorado por aqueles que se apresentam como líderes espirituais, mas agem como mercadores. Utilizam da fé alheia como instrumento de manipulação, explorando emocionalmente pessoas que buscam esperança, consolo e direção.
O mais alarmante, no entanto, é a passividade de muitos. Seja por falta de discernimento ou por conveniência, há quem não consiga — ou não queira — identificar quem verdadeiramente serve a Deus e quem apenas se aproveita do nome d’Ele.
Enquanto igrejas que promovem espetáculos e promessas vazias estão frequentemente lotadas, aquelas que pregam a Palavra com fidelidade, sem distorções e sem interesses ocultos, permanecem com poucos. A sã doutrina tem sido deixada de lado por muitos que preferem mensagens agradáveis ao ouvido, mas vazias de verdade.
Os verdadeiros servos, muitas vezes silenciosos, seguem firmes em sua missão, ainda que não recebam reconhecimento. Suas obras e frutos, que deveriam ser os principais critérios de avaliação, acabam sendo ignorados em meio ao barulho e à aparência.
Esse cenário representa não apenas um desvio espiritual, mas também um prejuízo profundo para todos que buscam sinceramente fazer o que é certo. É tempo de vigilância, discernimento e retorno à essência do evangelho: simplicidade, verdade e graça.
📖 “Pelos seus frutos os conhecereis.”

