Bahia, já que o estado lidera o número de novos diagnósticos da doença na região Nordeste com uma estimativa de 1160 casos em 2025. Esse tipo de câncer também é o terceiro com maior ocorrência entre as mulheres em todo o país.
Além da alta incidência, a doença também revela outro fator preocupante. É porque nos últimos dez anos, mulheres negras morreram 14 vezes mais que brancas em decorrência desse tipo de câncer na Bahia, de acordo com dados do DataSUS. Para a médica oncologista Hamanda Nery Lopes, da Oncoclínicas na Bahia, o dado está diretamente ligado às diferenças socioeconômicas entre pessoas brancas e negras.
“As mulheres negras têm menor acesso aos exames de rastreamento, de diagnóstico, aos médicos e, principalmente, aos especializados como o oncologista. Isso tudo leva a uma demora importante para a chegada ao tratamento oncológico adequado”, explica. O diagnóstico tardio faz com que tumores sejam encontrados em estado mais agressivo.
Por isso, é recomendado que mulheres entre 25 e 64 que já tiveram atividade sexual façam o exame ginecológico preventivo, o Papanicolau. “Através do preventivo é possível identificar não apenas o câncer cervical em fases iniciais ou avançadas, mas também lesões precursoras desse tipo de câncer, permitindo que elas sejam tratadas antes de se tornarem um tumor”, esclarece a médica oncologista Daniela Galvão.