O advogado Matheus Menezes Matos, candidato ao cargo de delegado da Polícia Civil de Minas Gerais, voltou a ser reprovado em uma etapa do concurso após ser considerado inapto nos exames biofísicos e biomédicos. O resultado preliminar foi divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) após testes realizados no mês de abril.
Matheus, que tem nanismo, já havia conseguido uma decisão favorável no Supremo Tribunal Federal (STF) para refazer o Teste de Aptidão Física (TAF) com possibilidade de adaptação. Em março deste ano, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a banca reavaliasse a necessidade de critérios adaptados para o candidato.
Segundo a defesa do candidato, um novo recurso já foi apresentado contestando o resultado da banca organizadora. A advogada Kesia Oliveira informou que Matheus segue participando do certame por força de decisão judicial provisória.
O caso ganhou repercussão nacional após Matheus afirmar que sofreu discriminação no teste físico, especialmente na prova de impulsão horizontal, que exigia salto mínimo de 1,65 metro — marca considerada incompatível com sua condição física. Ele relatou ter apresentado laudos médicos e solicitado oficialmente adaptações antes da realização da prova.
Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que o concurso segue as regras previstas no edital e que os testes físicos buscam avaliar a capacidade dos candidatos para o exercício da função policial. Já a FGV destacou que o edital previa a não adaptação dos exames biofísicos às condições individuais dos participantes.
O episódio reacendeu o debate sobre acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência em concursos públicos, especialmente em carreiras policiais.
Fonte:Pleno News


