O crescente número de casos de chikungunya em Dourados, no Mato Grosso do Sul, acende um alerta especialmente para as grávidas, porque o mosquito Aedes aegypti pode transmitir a doença ao feto.

Segundo estudo da Fiocruz, publicado na Nature, revista científica britânica mais prestigiada do mundo, bebês que tiveram contato com chikungunya de forma intrauterina, ou seja, ainda na barriga da mãe, apresentaram 21% maior risco de hospitalização nos primeiros três anos de vida.
A pesquisadora Mio Kushibuchi, líder do estudo, dá detalhes…
“Nós mostramos que as infecções durante o parto elevam o risco por duas vezes, então é o dobro do risco. Nós já sabemos que chikungunya durante o parto pode causar febre nos bebês por causa da transmissão vertical. Isso já foi mostrado em outras pesquisas. Mas o que achamos além disso foi que a infecção nos períodos mais cedo da gestação, como no primeiro ou segundo trimestre, também pode aumentar o risco por 25% até 30%”.
Segundo a pesquisa, as manifestações do vírus permanecem pouco estudadas quando comparadas a outras arboviroses, como a dengue e a Zika, todas transmitidas também pelo Aedes aegypti
E, entre as recomendações que o estudo traz está a maior atenção às populações vulneráveis, afirma a Mio Kushibuchi,



