Os quatro astronautas da missão Artemis II voltaram à Terra na noite de 10 de abril de 2026, após cerca de 10 dias de viagem ao redor da Lua, com pouso no Oceano Pacífico, perto de San Diego. A tripulação foi formada por Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen.
A volta, porém, não representa apenas o fim da missão. Para o corpo humano, o retorno é uma fase crítica. Depois de vários dias em microgravidade, o organismo precisa se readaptar rapidamente à gravidade da Terra, o que pode provocar tontura, náusea, fraqueza, dificuldade de equilíbrio e até desmaios ao tentar ficar em pé. A NASA aponta que esse quadro, chamado de intolerância ortostática pós-voo, acontece porque o corpo perde parte da capacidade de manter a pressão arterial adequada quando retorna ao ambiente gravitacional.
No espaço, líquidos corporais se redistribuem, músculos trabalham menos e os ossos deixam de suportar o peso habitual do corpo. Segundo a NASA, sem contramedidas, astronautas podem perder densidade óssea e massa muscular ao longo da permanência em microgravidade, o que ajuda a explicar a sensação de fraqueza e o esforço da recuperação após o pouso.
Além disso, a reentrada em si já é um momento extremo. Na volta da Artemis II, a cápsula Orion enfrentou um mergulho de alta velocidade na atmosfera, seguido de blackout de comunicações, forte aquecimento externo e desaceleração antes da abertura dos paraquedas e do pouso no mar. A NASA informou que, depois do resgate, os astronautas passaram por avaliações médicas ainda no navio de recuperação antes de seguirem para novos exames em terra.
Mesmo com todo o preparo físico e treinamento, o retorno ao planeta exige cautela. O corpo precisa reaprender movimentos simples, como levantar, caminhar e manter o equilíbrio. É por isso que a fase pós-missão é acompanhada de perto por equipes médicas: entender essas reações é essencial para missões ainda mais longas no futuro, como as próximas viagens à Lua e, mais adiante, a Marte.



