Entre as consequências para o fim da escala 6×1, um estudo aponta que mais de 600 mil empregos formais podem ser perdidos no País. A redução dos postos de trabalho formais seria motivada pela queda significativa na produção, segundo nota técnica do Centro de Liderança Pública (CLP).
Considerando que o Espírito Santo representa cerca de 2% do Produto Interno Bruno (PIB) brasileiro, a proporção seria de perda de 12 mil postos de trabalho formais no Estado, segundo o estudo.
A projeção avalia ainda que comércio, agropecuária e construção serão os setores mais afetados se a redução de horas trabalhadas for aprovada pelo Congresso.
Para Guilherme Machado Costa, especialista em Direito do Trabalho, o principal impacto é o aumento dos custos operacionais para as empresas, especialmente aquelas que dependem de funcionamento contínuo ou com jornadas ampliadas.
“A reorganização das escalas exige mais mão de obra ou maior pagamento de horas extras, o que afeta diretamente a sustentabilidade financeira dos negócios, sobretudo dos pequenos e médios empregadores”.



