O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem se posicionado contra propostas que defendem a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. Entre os grupos citados no debate estão o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A discussão ganhou força após pressões de setores da segurança pública e de parlamentares que defendem uma resposta mais dura do Estado contra o crime organizado no país. Para esses grupos, o nível de violência, o domínio territorial e a estrutura dessas facções seriam motivos suficientes para enquadrá-las como terrorismo.
No entanto, integrantes do governo federal avaliam que as organizações criminosas atuam principalmente com foco no tráfico de drogas, armas e outros crimes, sem motivações ideológicas ou políticas, características normalmente associadas a grupos terroristas.
Especialistas ligados ao Ministério da Justiça argumentam que uma mudança nesse enquadramento poderia gerar conflitos jurídicos com a atual legislação brasileira, especialmente com a Lei Antiterrorismo. Além disso, a alteração poderia impactar investigações e estratégias de combate ao crime organizado já utilizadas pelas forças de segurança.
Mesmo com a posição do governo, o debate segue no Congresso Nacional e divide opiniões entre autoridades, juristas e especialistas em segurança pública.
Enquanto parte dos parlamentares defende uma legislação mais rígida contra facções como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital, o governo federal aposta no fortalecimento das investigações, da inteligência policial e da cooperação entre estados para enfrentar o avanço do crime organizado no país.


