Em entrevista o governador Jerônimo Rodrigues (PT) admitiu a perda do senador Angelo Coronel ao classificá-lo como “bom jogador” que deveria permanecer no time, no entanto, reconheceu que não foi possível acomodar todos os talentos na base estadual. Tudo porque o senador Jaques Wagner (PT) não aceitou largar o osso da reeleição e o ministro Rui Costa (PT) bateu o pé de que queria disputar o Senado Federal, construindo a tão famosa chapa puro-sangue formada por três membros do mesmo partido.
Historicamente, o governador é o responsável por escalar os nomes que irão concorrer na chapa majoritária, mas na Bahia foi diferente. Não é segredo que Rui Costa, mesmo ocupando um dos ministérios mais importantes do governo Lula (PT), não se desvinculou da Bahia e foi o responsável por dar um basta no imbróglio que havia se formado. Jerônimo, como bom pupilo, acatou e não interveio.
Nem mesmo o experiente Wagner foi capaz de destituir Rui da ideia ou reverter o mal-estar formado entre os aliados. O resultado é o que todos já sabem, ou seja, o PSD vai ficar de fora e o líder do partido na Bahia, Otto Alencar, não se opôs e permaneceu fiel à aliança. Vale ressaltar que Otto Filho foi contemplado com uma vaga no TCE (Tribunal de Contas do Estado), o que, para muitos, serviu como uma espécie de gesto.



