Uma decisão da Justiça no Canadá negou o pedido de indenização apresentado por uma mulher trans que processou um salão de beleza após ter o atendimento recusado para realização de depilação íntima.
O caso ganhou repercussão após a cliente alegar discriminação por identidade de gênero. No entanto, o tribunal entendeu que as profissionais do estabelecimento não possuíam treinamento adequado para realizar o procedimento específico em anatomia masculina, o que justificaria a recusa do serviço.
De acordo com a decisão, obrigar as funcionárias a realizarem o procedimento poderia violar seus direitos trabalhistas e profissionais, especialmente por se tratar de uma técnica que exige preparo específico.
A Justiça considerou ainda que não houve intenção discriminatória por parte do salão, mas sim uma limitação técnica, concluindo assim pela negativa da indenização.
O caso reacende o debate sobre limites entre direitos individuais, liberdade profissional e prestação de serviços em situações envolvendo identidade de gênero.
Redação do Cleber Vieira News


