Anos antes de ser preso na megaoperação realizada pelos Estados Unidos na Venezuela, no último sábado (3), o então presidente do país, Nicolás Maduro, foi responsável por efetuar pagamentos que somaram US$ 10 milhões ao marqueteiro baiano João Santana e à sua esposa, Mônica Moura.
À época, Maduro ocupava o cargo de ministro das Relações Exteriores do governo de Hugo Chávez (1954–2013), que disputava a reeleição ao Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano, em 2012.
O casal de marqueteiros foi indicado a Chávez por dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT), entre eles o ex-deputado federal José Dirceu. No entanto, o primeiro contato teria sido feito diretamente pelo então presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com informações publicadas pelo Poder360, os pagamentos a João Santana e Mônica Moura eram realizados de forma semanal e parcelada, feitos em dinheiro, e entregues diretamente por Nicolás Maduro.



