Mulheres que se dedicam à música brasileira seguem em posição desvantajosa em relação aos homens quando se trata de seus direitos autorais. De acordo com um relatório inédito que a União Brasileira de Compositores (UBC) lança amanhã, Dia Internacional da Mulher, somente 10% dos direitos autorais distribuídos no país em 2024 foram repassados a artistas femininas. O dado tem se repetido desde 2022, sem avanços. A informação é da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Chamado de “Por Elas Que Fazem a Música”, o documento analisa dados de mais de 60 mil associados da UBC pelo país — com número crescente de mulheres, ano a ano. Entre eles, quem recebe direitos autorais são aqueles e aquelas que compõem canções, bem como que as interpretam, produzem, tocam instrumentos (executantes) e fazem novas versões de músicas (versionistas).