Novas diretrizes globais sobre o manejo do diabetes gestacional foram divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A condição afeta cerca de 1 em cada 6 gestações e exige cuidado integral, desde o pré-natal até o pós-parto.
“A diabetes gestacional pode aparecer em qualquer momento da gravidez, mas o mais comum é que ela surge no segundo trimestre devido às alterações hormonais da gestação que levam ao aumento na resistência da insulina”, explicou a médica ginecologista e obstetra Rafaela Britto, em entrevista à Jangadeiro BandNews FM 101,7.
As principais diretrizes atualizadas pela OMS, são:
* Monitoramento mais intenso da glicose durante toda a gestação;
Avaliação individualizada do risco, sobretudo em mulheres com histórico familiar de diabetes, sobrepeso ou idade acima de 35 anos;
* Ultrassom precoce (antes das 24 semanas) para gestantes com diabetes prévia ou risco elevado, entre outros.
A profissional destaca que é importante manter uma alimentação saudável e sem excessos durante toda a gravizes – algo que pode sim ajudar a reduzir o risco de alterações na glicemia. Além disso, Rafaela conta que o fato de a mãe ter diabetes não significa que o bebê também terá.
“Se a mãe já tinha diabetes antes de engravidar, o bebê vai nascer com diabetes? Não necessariamente, né? Inclusive não é o mais comum. A criança, ela não nasce com diabetes por causa da infecção da mãe, mas o que existe é uma predisposição genética, né? Mas isso não determina a doença. O ponto mais importante é manter a glicemia materna bem controlada para garantir uma gestação segura”, pontuou.
Caso o diagnóstico venha a aparecer, é fundamental ter um tratamento adequado. “A mulher deve acompanhar a glicemia diariamente, tentando sempre manter os valores dentro das metas estabelecidas junto com obstetra. Se for necessário o uso de meditações, fazer o uso da forma prescrita, correta, ser bem rigorosa com relação a isso, seguindo sempre as orientações médicas”, alertou.



