A história de Diana Trujillo é um voo movido pela perseverança. Nascida na Colômbia, partiu aos 17 anos para os Estados Unidos com apenas 300 dólares e o incentivo do pai. Em Miami, alternou o trabalho como faxineira com aulas de inglês e, mais tarde, ingressou no Miami Dade College, onde iniciou sua jornada na engenharia aeroespacial. Convidada pelo especialista Brian Roberts, integrou uma equipe de robótica espacial na Universidade de Maryland, levando o aprendizado da sala de aula diretamente para a prática.
Em 2007, passou a atuar na Nasa e, com o tempo, assumiu funções de liderança em operações de robótica ligadas aos rovers de Marte. Seu trabalho ajudou a transformar ciência em movimento: leitura de terrenos, planejamento de trajetórias e cuidado com braços e instrumentos que estendem a curiosidade humana sobre outro mundo. Tornou-se também uma voz de inclusão ao comunicar resultados em espanhol e incentivar jovens latino-americanos a ocuparem seu espaço na ciência.
A trajetória não se resume a títulos ou cargos. É a cadência dos dias difíceis que dá sentido às vitórias. Em entrevista, Diana resume a lição que carrega: “O segredo é ser perseverante e aproveitar as oportunidades que aparecem.” A frase é simples, mas contém uma ética: preparar-se, insistir, aceitar ajuda e devolver em serviço. Na engenharia, isso se traduz em redundância e checagem; na vida, em coragem para permanecer quando a gravidade do real tenta puxar para baixo.
Numa leitura espiritual do cotidiano, há providência quando trabalho e propósito se encontram. A jovem que limpou salas hoje abre janelas para outro mundo. Não é milagre que dispense estudo; é a combinação de esperança, disciplina e comunidade. Fica o convite para reconhecer a própria órbita: buscar conhecimento, honrar as raízes e manter a chama acesa quando o vento contrário tenta apagar. Perseverar é aprender a pousar em terrenos difíceis e seguir explorando o desconhecido.
Fonte: CBS



