A afirmação “mulheres não gostam de homens muito bonzinho” é amplamente difundida — mas a ciência por trás disso é mais complexa do que parece. Aqui está o que os estudos dizem + algumas ressalvas:
O que diz a pesquisa
- Estudo da Universidade da Colúmbia Britânica
Uma pesquisa mostrou que mulheres consideram mais atraentes homens que demonstram orgulho ou são mais “sombrios” emocionalmente, do que homens que sorriem muito ou parecem excessivamente felizes.
Esse estudo avaliou a atração sexual instantânea — mais “gostosa” emocionalmente — e não necessariamente a preferência para relacionamentos de longo prazo.
Os autores sugerem que mostrar orgulho pode sinalizar status, competência ou confiança, características que muitas pessoas consideram atraentes.
- Pesquisa israelense sobre “responsividade”
Outro estudo liderado por Gurit Birnbaum (publicado no Personality and Social Psychology Bulletin) entrevistou estudantes universitários e notou que mulheres não necessariamente associam “responder bem ao outro” (ser gentil, prestativo) com masculinidade — e podem não achar isso tão atraente no começo do relacionamento.
Segundo os pesquisadores, algumas mulheres podem interpretar a “responsividade” masculina como algo menos masculino ou como sinal de insegurança.
Isso pode fazer com que “homens bonzinhos” pareçam menos atraentes sexualmente, especialmente em fases iniciais de namoro.
- Estudo recente (Suécia)
Um estudo citado pela imprensa brasileira concluiu que, para homens, quanto mais “bonzinho” (no sentido de ser paciente, gentil, menos dominantes), menores suas chances de ter uma parceira — segundo os pesquisadores liderados por Filip Fors Connolly.
Porém, esse mesmo estudo também mostra que, uma vez em relacionamento, a gentileza e a paciência aumentam a satisfação amorosa para ambos os sexos.
Ou seja: ser “bonzinho” pode ser menos sexy no início, mas é valorizado em relacionamentos duradouros.
- Críticas e nuances
A visão de que “as mulheres preferem bad boys” é simplista: muitos estudos mais recentes relativizam esse mito.
Nem todos os “bonzinhos” são iguais: há diferença entre alguém gentil e empático de verdade versus alguém “bonzinho” só para agradar ou ganhar algo.
Importante: muitas dessas pesquisas têm limitações, como amostras restritas (por exemplo, estudantes universitários), e os efeitos medidos são tendências, não garantias universais.
Interpretação
Sim, pode haver uma razão evolutiva ou psicológica para que traços como confiança, domínio e independência sejam inicialmente mais atraentes para algumas mulheres — especialmente em contextos de atração sexual rápida.
Mas isso não significa que ser “bonzinho” é sempre uma desvantagem: para relacionamentos de longo prazo, a gentileza, a paciência e a empatia são altamente valorizadas.
Também é importante lembrar que “atração” não é universal: diferentes mulheres têm preferências distintas, e nem todas se encaixam nesse padrão.



