Nesta sábado (7 de março de 2026), o Diretório Nacional do PSOL decidiu, por ampla maioria, rejeitar a proposta de entrar em uma federação partidária com o PT, que faria parte da chamada Federação Brasil da Esperança (composta por PT, PCdoB e PV).
A votação interna terminou com 47 votos contrários e 15 favoráveis — ou cerca de 76% contra a medida.
Essa proposta tinha sido defendida por lideranças como o ministro da Secretaria‑Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e outros aliados que viam na federação uma maneira de reforçar a unidade à esquerda.
O que o PSOL decidiu em vez da federação com o PT
O partido **optou por manter e renovar sua federação com a Rede Sustentabilidade, com a ideia de fortalecer sua representação e acesso aos recursos eleitorais.
O PSOL também **confirmou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já no primeiro turno das eleições de 2026, embora sem integrar formalmente a federação petista.
Motivações e contexto da decisão
A liderança da legenda afirmou que a federação com o PT poderia comprometer a autonomia política e a identidade programática do PSOL.
Alguns setores argumentaram que uma federação poderia exigir apoio a alianças estaduais e municipais do PT que não convergem com posições de setores psolistas.
A recusa representa uma derrota interna para a ala ligada a Boulos, embora o partido continue alinhado em torno do objetivo geral de derrotar a extrema‑direita nas eleições.
O que isso significa
Politicamente, o PSOL mantém apoio ao PT em termos de palanque para a reeleição de Lula, mas preserva sua independência organizacional e eleitoral.
A decisão indica que, embora exista unidade no campo progressista para enfrentar adversários como o bloco de direita, há limites para as alianças formalizadas entre esses partidos.
Se quiser, posso explicar melhor como funcionam federações partidárias no Brasil e quais seriam os impactos dessa decisão para o desempenho eleitoral de PSOL e PT em 2026.



