A morte da terapeuta Gabriela Martins Santos Moura, de 31 anos, após um procedimento de coleta de óvulos em uma clínica de reprodução assistida em São Paulo, gerou grande comoção e levantou questionamentos sobre a segurança em tratamentos de fertilização in vitro (FIV).
Segundo informações divulgadas pela família, Gabriela buscava realizar o sonho da maternidade quando passou pela retirada de óvulos em uma clínica localizada no bairro de Indianópolis, na zona sul da capital paulista. Durante o procedimento, ela apresentou complicações graves, incluindo queda de saturação de oxigênio, broncoespasmo e duas paradas cardiorrespiratórias.
A terapeuta permaneceu internada em estado grave no Hospital Sírio-Libanês, mas não resistiu e morreu dias depois. O marido dela, o médico Samuel Ricardo Batista Moura, afirma suspeitar de falhas médicas e cobra esclarecimentos sobre a condução anestésica realizada durante o procedimento.
A clínica responsável informou, em nota, que possui todas as licenças e certificações exigidas para atuação na área de reprodução assistida e afirmou seguir protocolos técnicos e científicos reconhecidos. O caso está sendo acompanhado pela Polícia Civil, enquanto o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) deverá apontar oficialmente a causa da morte.
Especialistas ouvidos pela imprensa destacaram que complicações fatais em procedimentos de fertilização in vitro são consideradas extremamente raras, embora qualquer intervenção médica invasiva apresente riscos.
Fonte:terra.com.br ·



