Além das 44 horas semanais, a jornada diária inclui ainda duas horas de transporte para ir e voltar da lanchonete, o que a afasta ainda mais da rotina familiar.
“As meninas me cobram, me pedem para ir à praia, para sair com elas, ir a qualquer canto, mas eu nunca consigo”, lamentou.
O trâmite para acabar com a escala 6×1 ainda depende do Congresso Nacional, mas os trabalhadores que passarão a ter dois dias de descanso remunerado na semana já fazem planos. Respirar o ar puro da Floresta da Tijuca ao lado do filho de 13 anos é o desejo do balconista Emerson Santos, de 43 anos.
“Meu filho pede para irmos juntos. Esse é o nosso momento de lazer: subir a montanha, pegar uma cachoeira. Mas é raro”, relatou.
Emerson, que atende em uma farmácia na zona sul do Rio, pretende aumentar a frequência dos passeios com as duas folgas, descanso que outras categorias já têm, lembra.



