O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu que “ninguém está expulsando nenhum palestino” da Faixa de Gaza, aumentando a confusão em relação à sua proposta polêmica feita em fevereiro, quando disse que Washington assumiria o controle do enclave e que a população palestina seria impedida de voltar para suas casas.
Trump respondeu dessa forma a uma pergunta feita no Salão Oval durante seu encontro com o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, mas interrompeu sua resposta depois de constatar que o jornalista que o perguntou era um correspondente da estação de rádio pública americana Voice of America.
Em 13 de fevereiro, o líder republicano sugeriu que os EUA assumiriam o controle do enclave.
Trump argumentou que Israel deveria entregar a Faixa de Gaza aos EUA e realocar “permanentemente” os mais de dois milhões de habitantes do enclave para países como Egito e Jordânia, argumentando que lá eles viveriam em melhores condições devido à destruição deixada por mais de dois anos de guerra com Israel.
Ele também deu a entender que Gaza poderia ser reconstruída pelos EUA e transformada na “Riviera do Oriente Médio”.
O plano, para cuja implementação Washington não tem base legal, foi categoricamente rejeitado pelas autoridades de Gaza, bem como por Egito, Jordânia e Arábia Saudita, e fortemente criticado por grande parte da comunidade internacional devido à possível violação grave dos direitos básicos da população palestina que ele acarretaria.
*Com informações da Agência EFE