Uma investigação exibida pela TV Bahia apontou indícios de um suposto esquema de superfaturamento de cachês artísticos pagos com recursos públicos no estado da Bahia. A reportagem analisou relatórios do Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA), notas fiscais e contratos realizados entre 2015 e 2024.
Segundo a apuração, artistas de pouca projeção teriam sido contratados por valores muito superiores aos praticados no mercado. A diferença entre o cachê efetivamente pago aos artistas e os valores recebidos das contratações públicas teria sido apropriada por empresas intermediárias.
A investigação cita quatro produtoras que, juntas, receberam milhões de reais em pagamentos públicos, além de apontar o uso de possíveis empresas de fachada e pessoas apontadas como “laranjas”. Também são mencionadas auditorias do TCE que identificaram irregularidades como falta de justificativa de preços, concentração de contratos e uso inadequado de inexigibilidade de licitação.
O ex-gestor da Sufotur, Diogo Medrado, citado na reportagem, negou qualquer irregularidade e afirmou que todas as contratações seguiram a legislação vigente. A Sufotur também informou que mantém compromisso com a transparência e colabora com os órgãos de controle.
O Ministério Público da Bahia confirmou a existência de um inquérito civil e de um procedimento de investigação criminal relacionados a possíveis crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro, mas não informou quem são os investigados, pois o caso tramita sob sigilo judicial.
Até o momento, não há condenações judiciais relacionadas ao caso. As apurações seguem em andamento nos órgãos de controle e investigação.
Redação do Cleber Vieira News


