Uma advogada foi flagrada por câmeras de monitoramento retirando bilhetes escondidos na roupa íntima durante atendimento a um interno de um presídio na Bahia. As imagens, divulgadas nesta segunda-feira (6), mostram a profissional entregando os papéis ao detento, que, segundo as investigações, seria integrante de uma facção criminosa.
De acordo com as autoridades, o material apreendido continha anotações que podem ter sido utilizadas para a troca de informações entre integrantes da organização criminosa. O caso faz parte das investigações da Operação Sintonia de Gravata, ação integrada das forças de segurança para combater a atuação de facções dentro do sistema prisional baiano.
A Polícia Civil, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e o Ministério Público da Bahia apuram a possível participação de profissionais que teriam utilizado prerrogativas da advocacia para facilitar a comunicação de presos com integrantes do crime organizado. A operação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em diversas cidades do estado.
O caso segue sob investigação, e as autoridades irão analisar o conteúdo dos bilhetes e as imagens para apurar eventuais responsabilidades criminais e administrativas. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) poderá adotar as medidas disciplinares cabíveis, caso sejam constatadas irregularidades.



