A ciência brasileira consolidou, ao final de 2025, o seu maior ciclo de investimentos da história recente, impulsionado pela liberação integral dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), principal instrumento de financiamento público da ciência, tecnologia e inovação no Brasil.
Com uma execução orçamentária que atingiu média anual de R$ 10 bilhões no triênio 2023/2024/2025, o Governo do Brasil reposicionou a soberania tecnológica como motor do desenvolvimento. Essa estratégia não apenas reverteu o desmonte institucional anterior, mas injetou aproximadamente R$ 30 bilhões em três anos para financiar infraestrutura de ponta, pesquisas estratégicas e a formação de capital humano qualificado.
Em 2025, os investimentos bateram mais uma marca histórica. A liberação de recursos pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e principal operadora do fundo, atingiu um recorde: com orçamento aprovado em R$ 14,66 bilhões, investiu, até o 2º trimestre do ano, R$ 8,39 bilhões.
NOVA INDÚSTRIA BRASIL — Nesse contexto, 64% dos recursos do FNDCT passaram a ser destinados às missões da Nova Indústria Brasil e ao Novo PAC. Em agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o Projeto de Lei nº 847/2025 , que aprimora a destinação dos recursos do Fundo e autoriza o uso do superávit financeiro para a concessão de empréstimos.
A medida permite a liberação de cerca de R$ 22 bilhões do FNDCT para financiar pesquisa, inovação e a transição para uma economia mais verde, digital e competitiva.
“2025 foi o ano em que consolidamos a volta da ciência ao centro do projeto de desenvolvimento nacional. Não estamos fazendo ciência apenas para publicar artigos, mas para garantir a soberania do Brasil e melhorar a vida das pessoas. Com o maior PAC da Ciência da história e o lançamento do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), que prevê mais de R$ 23 bilhões em investimentos, estamos equipando o país para não ser mero consumidor de tecnologia estrangeira, mas produtor de soluções”, declarou a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.
2025 foi o ano em que consolidamos a volta da ciência ao centro do projeto de desenvolvimento nacional. Não estamos fazendo ciência apenas para publicar artigos, mas para garantir a soberania do Brasil e melhorar a vida das pessoas”
Luciana Santos
Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação



