A história da baiana Rosilene de Santana Souza voltou a ganhar destaque neste domingo (7) como exemplo de superação por meio da educação. Nascida em uma pequena comunidade do sertão da Bahia, a magistrada enfrentou pobreza e dificuldades para estudar antes de chegar à carreira da magistratura.
Rosilene cresceu na comunidade de Pajeú. Aos 12 anos, ela e a irmã Regina, então com 13, deixaram a localidade e percorreram cerca de 30 quilômetros até Oliveira dos Brejinhos, onde passaram a morar para continuar os estudos. Segundo relato da própria magistrada, as duas chegaram a passar fome e precisaram pedir restos de ossos em um açougue para complementar a alimentação.
Ainda muito jovem, Rosilene trabalhou como empregada doméstica. Há relatos de que chegou a dormir na cozinha da casa onde trabalhava enquanto mantinha o objetivo de estudar e mudar sua realidade. Na infância, chegou também a dividir um único par de tênis com a irmã para frequentar a escola.
O esforço culminou na aprovação em 1º lugar em concurso para a magistratura. Rosilene tornou-se juíza no Acre, e registros oficiais recentes do Tribunal de Justiça do Acre confirmam sua atuação como Juíza de Direito em Cruzeiro do Sul.
A trajetória, que já havia sido divulgada nacionalmente em 2022, voltou ao noticiário em setembro de 2026. Da menina sertaneja que enfrentou a fome à magistrada, a história de Rosilene evidencia como o acesso à educação pode transformar destinos.
Fonte:Jornal Ação Popular
-setembro 11, 2026


