O alto preço dos combustíveis voltou a ser motivo de revolta entre motoristas do Nordeste. Em cidades como Caruaru, o litro da gasolina já chega a R$ 6,49, enquanto o etanol é vendido a R$ 4,99 e o diesel ultrapassa R$ 6,80. A situação acende o alerta principalmente no interior da Bahia e Pernambuco, onde o custo para abastecer continua elevado e sem sinais de redução imediata.
Apesar de anúncios de quedas em nível nacional, o consumidor nordestino ainda não sente esse alívio no bolso. Especialistas apontam que a demora na redução está ligada a uma série de fatores que vão desde o mercado internacional até questões regionais.
Um dos principais motivos é a influência direta do preço do petróleo no mercado global. Como o combustível segue a cotação internacional, qualquer alta no barril impacta rapidamente os preços no Brasil. Além disso, o dólar elevado também contribui para manter os valores nas alturas.
Outro fator que pesa é a carga tributária. O ICMS, imposto estadual cobrado por litro, continua alto e mantém o preço final elevado, mesmo quando há pequenas reduções no custo do combustível nas refinarias.
No Nordeste, a situação se agrava por conta da logística. Grande parte do combustível precisa ser transportada por longas distâncias, o que encarece o frete. Soma-se a isso a menor concorrência em cidades do interior, permitindo variações maiores nos preços praticados pelos postos.
Além disso, especialistas destacam que o mercado de combustíveis é livre. Ou seja, os postos têm autonomia para definir seus preços, o que faz com que os aumentos sejam repassados rapidamente, enquanto as reduções demoram mais a chegar ao consumidor.
O etanol também acompanha essa alta. Com o aumento da gasolina, cresce a procura pelo biocombustível, o que acaba elevando seu preço nas bombas.
Diante desse cenário, motoristas seguem enfrentando dificuldades para manter os custos de transporte, enquanto aguardam uma possível redução que, até o momento, não tem prazo para acontecer.
Redação do Cleber Vieira News



