A Justiça do Trabalho reconheceu como assédio sexual a atitude de um funcionário que perguntou a uma colega “qual era a cor da sua calcinha” durante o expediente. O caso ocorreu em um supermercado na cidade de Olinda e gerou condenação da empresa por danos morais.
A decisão foi proferida pela juíza Ana Cristina da Silva, da 1ª Vara do Trabalho de Olinda, que considerou a conduta inadequada, ofensiva e com claro teor sexual, ultrapassando os limites do respeito no ambiente profissional.
De acordo com o processo, a pergunta foi feita na presença de outras pessoas, inclusive de um gerente, que não tomou nenhuma providência para impedir o constrangimento. Para a magistrada, a omissão da empresa contribuiu para a violação dos direitos da trabalhadora.
Na sentença, a juíza destacou que esse tipo de comportamento não pode ser tratado como “brincadeira”, pois atinge diretamente a dignidade, a honra e a intimidade da vítima, configurando assédio sexual.
Diante dos fatos, o supermercado foi condenado a pagar R$ 10 mil por danos morais à funcionária.
O caso serve de alerta para empresas e trabalhadores sobre a importância de manter um ambiente de trabalho respeitoso, livre de atitudes abusivas e constrangedoras.
Redação do Cleber Vieira News


