Um caso envolvendo traição, tecnologia e direito à privacidade ganhou repercussão internacional. Em Taiwan, um homem utilizou a câmera de um robô aspirador de pó para flagrar a esposa em momentos íntimos com outro homem. O que parecia ser apenas a confirmação de uma suspeita terminou também com a condenação do próprio marido.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, o homem já desconfiava de uma possível relação extraconjugal. Em dezembro de 2023, ele acionou remotamente o robô aspirador existente em uma residência utilizada pela família. O aparelho possuía câmera, áudio e transmissão ao vivo, permitindo acompanhamento pelo celular.
Durante o acesso remoto, o marido teria flagrado a esposa com outro homem e passou a registrar as imagens. Posteriormente, o material foi apresentado à Justiça em uma ação civil.
A estratégia inicialmente favoreceu o marido. A Justiça reconheceu a relação extraconjugal e determinou que a mulher e o amante pagassem uma indenização ao homem, divulgada pela imprensa brasileira como equivalente a aproximadamente R$ 270 mil.
Mas a história teve uma grande reviravolta.
A esposa denunciou o marido por ter realizado gravações íntimas sem seu consentimento. A Justiça de Taiwan entendeu que o casamento não elimina o direito individual à privacidade e considerou ilegal a forma como as imagens foram obtidas.
O homem acabou condenado a cinco meses de prisão por violação de privacidade. Veículos brasileiros também informam a aplicação de multa, embora haja divergência entre reportagens sobre o valor convertido para reais.
O episódio chama atenção para uma questão cada vez mais presente com o avanço das tecnologias domésticas: equipamentos inteligentes, como câmeras, robôs aspiradores e outros dispositivos conectados à internet, podem se transformar em ferramentas de vigilância.
O caso aconteceu em Taiwan e as regras aplicadas pela Justiça taiwanesa não devem ser automaticamente comparadas à legislação brasileira.
Fonte: R7/Record, Terra e imprensa internacional. Redação:


