Mulher relata sofrimento após denunciar namorado por transmissão intencional de HIV em Rondônia
Uma mulher que teve a identidade preservada relatou o drama vivido após descobrir que havia contraído HIV durante um relacionamento com o dentista Jean José Dunga de Oliveira, de 41 anos, em Porto Velho, Rondônia. Segundo a vítima, receber o diagnóstico e posteriormente descobrir que o companheiro já era investigado foi “o momento mais triste e mais difícil” de sua vida.
De acordo com as investigações, o homem teria conhecimento de sua condição sorológica havia anos e é acusado de ocultá-la das mulheres com quem se relacionava. A vítima contou que começou a apresentar febre, dores, infecções persistentes e forte cansaço. Após realizar exames, recebeu o diagnóstico positivo para HIV e procurou as autoridades.
O caso resultou em condenação, em agosto, a cinco anos de prisão, além do pagamento de R$ 50 mil de indenização à vítima. A decisão ainda pode ser objeto de recurso. O acusado também responde a outro processo envolvendo três mulheres.
Nesta semana, a Justiça de Rondônia decretou nova prisão preventiva, atendendo a pedido do Ministério Público, que apontou risco de novas vítimas. A decisão determinou sua transferência para estabelecimento destinado a presos provisórios.
Antes da condenação, a defesa afirmou que ele realizava tratamento antirretroviral e acreditava que não havia risco de transmissão sexual. Após a condenação, segundo reportagem citada pela imprensa local, o advogado optou por não se pronunciar.
O tratamento antirretroviral adequado pode tornar a carga viral indetectável, situação em que o HIV não é transmitido sexualmente (conceito conhecido como Indetectável = Intransmissível, I=I).
Fonte: Ministério Público de Rondônia e imprensa de Rondônia/UOL.


