Em entrevista na manhã dessa quarta-feira (14), no Canal Aberto, da Caraiba FM 96,7, o pré-candidato a deputado estadual Thiago Gileno analisa a realidade eleitoral de Senhor do Bonfim e questiona o uso do argumento de “filho da terra” como única medida para avaliar quem pode defender os interesses do município e da região.
UMA ELEIÇÃO PULVERIZADA
Thiago começa por apresentar dados que mostram a dispersão de votos na última disputa eleitoral: 312 candidatos a deputado estadual receberam votos em Senhor do Bonfim. Muitos deles obtiveram apenas 2, 5 ou 6 sufrágios, mas o número de postulantes que aparecem na votação local é expressivo — uma realidade que se repete também em cidades vizinhas, como Campo Formoso.
Essa pulverização está ligada a uma discussão frequente: muitos eleitores rejeitam candidatos que não nasceram na terra, argumentando que “quem não é daqui não tem legitimidade para defender nossas causas”, e até chegam a fazer campanhas contrárias a esses nomes. Para o pré-candidato, porém, esse raciocínio tem uma falha central: origem não garante compromisso.
A CONTRADIÇÃO DO DISCURSO ELEITOREIRO
Thiago lembra que, na prática, muitos dos nomes que se apresentam como “os legítimos representantes de Senhor do Bonfim” não mantêm vínculo real com o município. O candidato mais votado na última eleição, por exemplo, não mora na cidade e não convive com os problemas do dia a dia da população — o que levanta dúvidas sobre se ele realmente sabe o que a comunidade precisa. Já o segundo mais votado, embora seja da região, passou a residir na capital após ser eleito, afastando-se da realidade local.
Ele destaca ainda a contradição no discurso: “O deputado que pede voto aqui como ‘filho da terra’ e diz que só quem é daqui deve representar a gente, quando chega em Capim Grosso ou outro município, se apresenta como candidato daquela terra também e não fala para o povo votar só em quem nasceu lá.
Por Nonato Notícias


