O Tribunal de Justiça da Bahia determinou a soltura do ginecologista Hosaná Pereira de Santana, preso em flagrante após ser acusado de filmar uma paciente durante um exame ginecológico em uma clínica particular, em Salvador. A decisão foi fundamentada na ausência de elementos considerados suficientes para justificar a manutenção da prisão preventiva.
O médico havia sido detido depois que uma paciente denunciou que ele utilizava um par de óculos com uma câmera embutida durante a consulta. Segundo a denúncia, a mulher desconfiou do equipamento, gravou parte do atendimento com o celular e acionou a Polícia Militar. Na abordagem, os policiais apreenderam os óculos e um aparelho celular, que passaram por perícia.
Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que, até o momento, não foram apresentados indícios suficientes para manter o investigado preso preventivamente. A decisão não encerra as investigações nem representa absolvição do médico. O inquérito policial continua em andamento para esclarecer os fatos e verificar se houve gravação irregular ou eventual existência de outras vítimas.
O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) informou que instaurou sindicância para apurar a conduta do profissional. O procedimento tramita sob sigilo, conforme previsto nas normas do Código de Processo Ético-Profissional, garantindo o direito ao contraditório e à ampla defesa.
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