Funcionária que ganhava R$ 3 mil é presa suspeita de desviar quase R$ 3 milhões de empresas na Bahia
Uma funcionária de 26 anos foi presa em Salvador durante a Operação Fluxo Oculto, suspeita de participar de um esquema que teria provocado prejuízo de R$ 2.931.689,58 a cinco empresas dos setores de construção civil e incorporação imobiliária.
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Segundo a investigação da Polícia Civil, a jovem recebia salário de aproximadamente R$ 3 mil por mês, mas teria apresentado uma mudança significativa no padrão de vida. A polícia aponta a aquisição ou utilização de dois veículos, celulares, roupas e objetos caros, além do início de uma reforma residencial. A situação chamou a atenção dos empregadores, que realizaram auditoria interna e procuraram a Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC).
As investigações identificaram cerca de 386 transferências suspeitas realizadas entre abril de 2025 e maio de 2026. Conforme a apuração, a funcionária teria colocado nomes de fornecedores verdadeiros nas ordens de pagamento, mas alterado os dados bancários para que o dinheiro fosse direcionado a contas de pessoas próximas, incluindo a mãe e o companheiro.
A suspeita também teria criado situações de urgência, alegando que atrasos nos pagamentos poderiam resultar em multas, estratégia que, segundo a polícia, buscava acelerar a autorização das transferências pelos responsáveis das empresas.
Durante a operação foram cumpridos um mandado de prisão preventiva, três medidas cautelares e três mandados de busca e apreensão, em Salvador e Itaberaba. Celulares, cartões bancários, equipamentos eletrônicos e dois veículos foram apreendidos. A Justiça também determinou medidas de bloqueio de bens e valores.
O inquérito continua para identificar outros possíveis beneficiários, investigar eventual lavagem de dinheiro e tentar recuperar os recursos desviados. Até o momento, o nome da mulher não foi oficialmente confirmado pela polícia, segundo o Correio.
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Redação Cleber Vieira News


