Um caso envolvendo fé cristã, liberdade religiosa e critérios acadêmicos ganhou repercussão nos Estados Unidos depois que a estudante Samantha Fulnecky, então com 20 anos, recebeu nota zero em um trabalho de psicologia na Universidade de Oklahoma.
O episódio aconteceu em novembro de 2025. A atividade pedia aos alunos uma resposta de aproximadamente 650 palavras sobre um estudo acadêmico relacionado a normas de gênero, relações entre adolescentes e saúde mental. Em seu texto, Samantha utilizou suas convicções cristãs e referências bíblicas para defender sua compreensão sobre homens e mulheres.
A responsável pela avaliação justificou a nota afirmando que o trabalho não teria atendido adequadamente às questões propostas e que se apoiava mais em convicções pessoais e religiosas do que em evidências empíricas. Samantha, por sua vez, apresentou uma reclamação alegando discriminação religiosa e defendeu publicamente sua posição, afirmando que preferia manter sua integridade e receber zero a escrever algo contrário ao que realmente acreditava.
O caso provocou forte debate nos Estados Unidos sobre os limites entre liberdade de expressão, liberdade religiosa e exigências acadêmicas.
Após analisar o episódio, a Universidade de Oklahoma concluiu que a avaliação daquele trabalho havia sido “arbitrária”. A nota zero foi retirada do cálculo final da estudante e a assistente de ensino responsável pela correção foi posteriormente afastada das funções de ensino. Ela contestou a conclusão da universidade e afirmou, por meio de sua advogada, que avaliava possíveis medidas legais.
Portanto, a história que voltou a circular nas redes sociais é baseada em um caso real, mas ocorreu em 2025, e não agora. O episódio teve ainda um desdobramento importante: a universidade acabou intervindo na avaliação e afastando a responsável pela correção.


